
TRUMP NÃO LEVOU A GROENLÂNDIA MAS CONSEGUIU AMPLIAR A PRESENÇA DOS EUA NO ÁRTICO
O novo acordo entre Estados Unidos, Dinamarca e Groenlândia pode ser lido menos como uma transferência de território e mais como a consolidação de uma posição estratégica que Washington começou a construir durante a Guerra Fria. Trump não conseguiu aquilo que durante meses apresentou como objetivo central — colocar a Groenlândia sob soberania americana — mas obteve um entendimento que amplia a margem de actuação militar dos Estados Unidos, restringe a presença de potências adversárias e chega num momento politicamente sensível, a poucas semanas das eleições de meio de mandato nos EUA.

